Eduardo Zabot
Tubarão
O Dia do Basta à Corrupção é um evento nacional que com o objetivo de fortalecer a cidadania, a dignidade humana e o resgate da ética. Em algumas cidades, as marchas ocorreram nesta sexta-feira; em outras dezenas, as manifestações populares serão no fim de semana.
Em Tubarão, a marcha será neste sábado, a partir das 10 horas, com saída da antiga rodoviária e trajeto até o Centro Municipal de Cultura. A organizadora do evento, a estudante da 9ª fase de psicologia da Unisul Cláudia Juliana Ochs Maciel, destaca a importância das pessoas participarem. “A marcha é para coletar assinaturas contra a PEC 37 e o fim do voto secreto no congresso”, convida.
O movimento é social apartidário, contínuo, gradativo e acredita na reconstrução sociocultural da sociedade no sentido de fomentar a participação política e crítica. As assinaturas coletadas em todo o país serão entregues à coordenação nacional do movimento e depois enviadas ao congresso.
“Esse dia é especial, queremos despertar as pessoas que devemos resgatar a ética e a moralidade no legislativo, executivo e judiciário brasileiros, em todos os níveis da administração, pública seja nacional, estadual ou municipal”, salienta.
O movimento é aberto e cresce a cada dia nas redes sociais. Porém, alguns registros no Facebook simplesmente ‘sumiram’, inclusive o de Tubarão, que precisou ser recriado. “Tivemos que criar um novo evento, pois o antigo – que já constava 125 pessoas confirmadas – foi simplesmente deletado”, lamenta a organizadora.
PEC 37 proibirá investigação do MP
A proposta de emenda constitucional (PEC) 37 é de autoria do deputado federal Lourival Mendes, do PT do B do Maranhão. A PEC tem o objetivo de dar às polícias federal e dos estados a exclusividade nas investigações criminais no Brasil.
O projeto é conhecido como PEC da Impunidade e modifica a Constituição Brasileira. Se aprovada, a emenda praticamente inviabilizará investigações contra o crime organizado, desvio de verbas, corrupção, abusos cometidos por agentes do estado e violações de direitos humanos.
Os grandes escândalos sempre foram investigados e denunciados pelo Ministério Público, que atua em defesa da cidadania de forma independente. Manifestantes afirmam que a PEC 37 atenta contra o regime democrático, a cidadania e o estado de direito, e pode impedir também que outros órgãos realizem investigações, como a Receita Federal, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o Tribunal de Contas da União (TCU), as CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito), entre outros.
Em todo o mundo, apenas três países vedam a investigação do MP: Quênia, Indonésia e Uganda. A PEC 37 poderá ser votada em plenário pela câmara dos deputados a qualquer momento.

